sexta-feira, 5 de junho de 2015

Você usaria uma camisa rosa ?


Há muito preconceitos e discriminações no mundo inteiro. 

Aqui no Brasil é comum ouvirmos que todos os evangélicos são fanáticos, que todos que usam óculos são muito inteligentes, entre outros estereótipos.
O mais comum é se ouvir que homem que usa camisa rosa é gay.

Para muitos a cor rosa é feminina e que esta cor nos faz pensar em delicadeza. E você não quer que seu filho vire gay, quer ? Se é uma menina, não esqueça de pintar o quarto de rosa e comprar cortinas cor-de-rosa. Brincadeira rsrsrs.

Mas você sabia  que até o começo da Primeira Guerra Mundial, as pessoas não se importavam com a cor do sexo seus filhos ?  A cor da fralda do bebê era a última coisa que se pensava naquela época.
Um editorial de 1918 de uma revista declarou que rosa era “uma cor mais decidida e forte…Mais adequada para o garoto; enquanto azul, que é mais delicado e gracioso, é mais bonito para a menina”. Na época fazia 
sentido: rosa é a cor do sangue de seus inimigos espalhado em um uniforme branco.

Mas as coisas começaram a mudar em 1927, e houve uma discordância sobre qual gênero deveria ter qual cor: a revista Time até publicou uma tabela mostrando quais lojas estavam defendendo cada opção. 

Somente nos anos 40 as cores foram trocadas e os publicitários decidiram deixar a cor rosa para as meninas.

E até hoje muitos homens tem resistência a certos tipos de cores, pois para eles é uma ofensa a nossa virilidade.

E aí ? Tem coragem de usar uma camisa rosa ?

domingo, 3 de maio de 2015

Eu era um provocador covarde !




Na minha época de escola não se falava em bullying. Mas existia. E muito.

E sabe o que é pior ? Eu era o causador de bullying não só da minha sala, mas de quase todo a escola.

Estudei minha infância na Escola Nossa Senhora de Fátima, um colégio particular, dirigido por padre. Mas isso não me impedia de bagunçar na sala, brigar e tirar a paciência de qualquer um !

Hoje me preparando para escrever este texto, tentei puxar na lembrança o real motivo porque eu fazia isso. Eu como filho único, talvez, quisesse ser popular e não ser tão sozinho. Isso não justifica o que eu fazia, mas explica.

Eu me sentia satisfeito oprimindo meu coleguinha obeso, ou calado, ou o que usava óculos. Escrevo isso com remorso e culpa.

Alguns coleguinhas da sala procuraram ajuda, e eu repetidas vezes fui até a diretoria junto com meus pais. Mas as provocações cessavam apenas por um tempo.

Escrevendo isso você talvez pense que eu não tinha amigos e nem era solidário. Tinha sim, e muitos amigos. Eu era o titular do time do futebol na escola. Nunca fui reprovado e no terceiro semestre minhas notas já me indicavam que no quarto semestre eu podia faltar muito e bagunçar mais ainda !

Fazendo uma análise crua e imparcial das minhas atitudes, posso dizer que eu era um aproveitador covarde. Digo isso porque eu sabia que eles não iam se defender e ficavam com medo e inseguros. Isso me leva a outro raciocínio: será que se eles fossem ensinados a se imporem e se defenderem dos meus ataques, eu continuaria ? a resposta é óbvia: não.

Mas isso fica para um próximo assunto. Abraços

segunda-feira, 13 de abril de 2015

O trabalho me liberta ou me escraviza ?



Não gosto de trabalhar. Portanto, o trabalho me escraviza ! Pronto. Falei.

Não finjo que gosto de trabalhar. Meus colegas e minha família sabem que não gosto de trabalhar. E sei que não sou o único a pensar assim. Mas poucos tem a coragem de falar. Caso não queira continuar a leitura deste texto, eu te entenderei. Tchau.

Você ainda está aí ? Então vou te explicar melhor.

Dia 1º de Maio está chegando: o dia do trabalho. E quem tem meu Whatsapp, se surpreende com meu status: Eu não gosto de trabalhar ! É comum eu ouvir: "Mas como assim Well ? "

Gente, não gostar de trabalhar é algo muito comum de acontecer. Se no século XVI eu dissesse: que o deus que a Igreja Católica acredita me escraviza, provavelmente eu seria queimado na fogueira. No século XXI muitos criaram para si outro deus: o trabalho.

Neste mundo que vivemos, o trabalho virou algo portador de um fim em si mesmo. Você trabalha porque precisa. E eu trabalho porque também preciso ! A menos que você herdou muitos bens ou ganhou na loteria rs.

Porque estou falando disso com você ?

Inicialmente, lá nos idos dos séculos XVII até o XIX, isso não era normal, de forma que foram necessários, novamente, assassinatos, torturas e perseguições, para que fosse aceita a férrea disciplina do trabalho, a privatização da terra e das fábricas e a conversão dos camponeses ligados à terra em mão-de-obra barata, disciplinada e obediente. Exatamente como acontece hoje !

O ponto central da minha crítica é o seguinte: trabalhamos, trabalhamos e trabalhamos pra gerar acumulo de dinheiro (e isso acontece tanto nas sociedades capitalistas quanto nas socialistas). E pronto! A ligação desse nosso trabalho com nossas reais necessidades não importa em nada! A roda da economia tem que continuar girando ! Pense nisso.

Ahhhh...se fosse diferente pra mim. Meu sonho seria 6 horas de trabalho, 8 de lazer e 10 horas durmindo ! Mas... enquanto esse dia não chega, me matriculei em um curso de licenciatura. Isso mesmo! Quero muito ensinar História. Ou seja, procurei algo que gosto de fazer e não vou desistir. O que não deve é se deixar levar pela preguiça. Precisamos nos ocupar com um trabalho que nos satisfaça, nos realize e nos faça crescer tanto pessoal quanto profissionalmente.

Um dos meus professores recomendou a leitura de Os trabalhos e os dias do poeta Hesíodo. Também traduzido para o português como As Obras e os Dias. É um poema de de 828 versos que aborda duas verdades gerais: o trabalho é o destino de toda pessoa, e aqueles que estiverem dispostos a trabalhar sobreviverá. Hummm.....tudo haver comigo.

A obra além de conter conselhos e recomendações, prescrevendo uma vida de trabalho honesto, atacando a ociosidade e juízes injustos, bem como a prática da usúria. O poema fala do trabalho como fonte de todo o bem, na medida que tanto os deuses quanto os homens desprezam os ociosos. Vish...nessa eu me dei mal.

Mas calma aí. Eu perco 4 horas diárias da minha vida apenas indo e voltando do meu trabalho. Chegando lá trabalho 12 horas seguidas e tenho que achar isso normal ? Essa é uma lógica do Estado e dos Sindicatos dos trabalhadores que dizem proteger meus direitos. Mas não engulo essa não.

Pense comigo. As sociedades indígenas clássicas, sem Estado, não conhecem o conceito de fome.

Por mais que, lendo esse texto, continue me achando um bobo, tenho certeza de que no íntimo você sente que o trabalho não dignifica o home. Pelo contrário, o escraviza. Já imaginou a sua vida sem essa prisão ? Todos sonhamos com isso !

Agora, não sejamos hipócristas. A crítica à ideologia do trabalho deve se fundamentar numa perspectiva não só realista, mas também prática. Primeiro, não devemos esperar que as pessoas, amanhã, deixem de ir trabalhar. Todos estão presos a essa lógica, dependemos dos nossos trabalhos pra sobreviver. Deixamos que as coisas chegassem a esse ponto, e para desconstruir isso demora milênios! Temos que procurar ganhar dinheiro sob outros princípios, voltados não para o atendimento dela mesma, mas sim das nossas reais necessidades, e não apenas das nossas vontades.

Entendeu agora o porque que o trabalho nos escraviza ? Ainda se choca quando eu falo que não gosto de trabalhar ?

"Arbeit macht frei", que traduzindo em português significa "o trabalho liberta", é a escrita que aparecia a entrada dos campos de concentração nazistas durante a Segunda Guerra Mundial. Essa dizia o contrário do que acontecia dentro dos campos de concentração. Em vez da liberdade, os judeus que lá se encontravam presos muitas vezes eram brutalmente assassinados.

Esses tempos já passaram, e hoje todos dizemos que o trabalho dignifica o homem. Mas isto não passa de um condicionamento psicológico que nos é imposto pela sociedade. Me pergunto: que sentido há em acordar todos os dias no mesmo horário para ir ao trabalho, satisfazer o interesse de outras pessoas, por causa de uns trocados que nos serve para comprar comida e bens materiais ? E a vida como fica ? Que tempo sobra para curtir o lazer ?

Eu a isso chamo escravidão. Uma escravidão moderna, psicológica, e muito mais eficaz. Porque o escravo verdadeiro não é aquele que está acorrentado, mas aquele que pensa que o seu proprietário o faz um favor e é incapaz de imaginar a liberdade. É deixar roubarem tua própria vida. É permitir com que sejas dominado pelo sistema social que nos impõe a viver para trabalhar, e não a trabalhar para viver.

Eu não quero apoiar a preguiça. O que quero é que entenda que também é um ser humano útil aquele que prefere dedicar-se a arte, a leitura, etc.

O trabalho deve conviver com a liberdade. Fazer o que o se gosta de fazer. Viver a própria vida. E não renunciar a própria vida, simplesmente para poder obter dinheiro.

Trabalhar é importante, mas não podemos nos deixar dominar psicologicamente. Devemos gostar de dinheiro sim. Mas não amar o dinheiro. Não se deixe dominar por ele.

quarta-feira, 1 de abril de 2015

Cabeça bem cheia não quer dizer cabeça bem feita



Há pessoas que têm menor bagagem cultural, mas têm uma inteligência mais madura e prática em comparação das que têm muita cultura.

Uma cabeça bem feita permite o melhor desenvolvimento das suas habilidades profissionais, intelectuais e emocionais. É uma cabeça apta para organizar os conhecimentos, fazendo uma seleção do que vale a pena aprender e reter este aprendizado.

O pensador e sociólogo francês Edgar Morin considera que a nova escola deveria estimular a todos uma formação para capacitá-los a ter o que ele chama de conhecimento pertinente.
Ou seja, uma conhecimento prático, eficaz, útil. Para ele, o conhecimento progride não tanto por sofisticação, formalização e abstração, mas, principalmente, pela capacidade de contextualizar e englobar.

"Na escola primária nos ensinam a isolar os objetos (de seu meio ambiente), a separar as disciplinas (em vez de reconhecer suas correlações), a dissociar os problemas, em vez de reunir e integrar.
Obrigam-nos a reduzir o complexo ao simples, isto é, a separar o que está ligado; a decompor, e não a recompor; e a eliminar tudo que causa desordens ou contradições em nosso entendimento.
Em tais condições, as mentes jovens perdem suas aptidões naturais para contextualizar os saberes e integrá-los em seus conjuntos"(Morin, Edgar. A cabeça bem-feita: repensar a reforma, reformar o pensamento. Tradução Eloá Jacobina. 19ª ed. Rio de Janeiro - Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2011. p. 15).

Assim, para ele, temos dois tipos de reflexão hoje em dia, os cabeça-cheia e os que tem a cabeça-feita.

Os cabeça-cheia têm o saber pelo saber sem um critério de seleção e organizado que lhe dê sentido.
Os outros, os cabeça-feitas, por outro lado, têm uma inteligência geral mais abrangente em relação à vida, na sua busca em resolução dos seus problemas. Ou seja, uma cabeça bem feita, é diferente de uma cabeça bem cheia de conhecimentos teóricos sem relação direta com a vida.

Quando eu abro meu e-mail, ou acesso meu Facebook, na verdade, vejo o quanto minha cabeça anda mais cheia do que feita !

Sugiro foco em uma área do seu de interesse para o verdadeiro aprendizado. No meu caso estou focado em História e Teologia. Mas é importante também não perdermos a visão do todo, para não cairmos na mega-especialização.

O que diferencia os gênios das pessoas medianas não é a quantidade de conhecimentos que têm, mas sim a sua qualidade.


quinta-feira, 19 de março de 2015

Quero ser um professor que a faz a diferença


Estou relendo o livro de Taylor Mali: Um bom professor faz toda a diferença (quando você ler este post possivelmente eu já terminei rsrs).
Faz uns dois anos que o li, e devido à uma licenciatura que estou cursando, sentir uma vontade de reler este livro. Recomendo.

A defesa apaixonada que o autor faz aos professores me faz pensar e repensar sobre a minha missão na sala de aula.
Que tipo de relação que eu devo estabelecer com os meus estudantes? Proponho algumas diretrizes:

Eu devo observar o aluno como um todo, identificando suas expectativas, dando aulas realmente eficazes e práticas. Ou seja, compreender o aluno de forma integral, buscando identificar suas necessidades de desenvolvimento no nível intelectual, físico, emocional, social, cultural.  Criando uma relação de respeito, não apenas apenas na sala de aula, mas na sociedade como um todo. E porque não também apoiá-los a alcançar seus objetivos ?

Para isso, os professores de modo geral, (e eu me incluo), devemos conhecer que tipo de vida a família do seu aluno têm, tendo empatia para acolher as diferenças, reconhecendo que cada estudante é único, aprende de uma forma diferente e vive em um contexto que provavelmente é diferente do seu.

O primeiro passo é estabelecer uma relação mais igualitária e dialógica com seus alunos, reconhecendo seus saberes e legitimando a sua capacidade de contribuição com seu próprio processo de desenvolvimento.

Seja um mediador, facilitador e articulador do conhecimento, provocando o aluno a aprender a partir de seus próprios questionamentos. Não aceite que seus estudantes aprendam conceitos ou teorias científicas desarticulados das funções sociais e práticas da vida. Queira que eles pensem sobre a sociedade, interajam para transformá-la e construam identidades pessoais e sociais, vivendo de modo pleno.

E, talvez o mais importante até agora: seja humilde. Reconheça que pode errar e aprender enquanto ensina, inclusive com seus alunos.

sábado, 14 de março de 2015

Eu e você podemos ser melhores hoje do que fomos ontem !


Pense em alguém. Pensou ? Agora pense nos defeitos da pessoa que você lembrou e responda: alguns defeitos desta pessoa é permanente para sempre e nada pode fazer para mudar ?

É verdade que que algumas atitudes duram mais, como em alguém que fuma há 30 anos, mas esta pessoa não é fumante por natureza: antes ela não fumava e pode parar com este vício.

Se eu perdesse todos os meus relacionamentos e conexões com as pessoas que tenho, não ter um trabalho e, inclusive, não ter mais uma casa para morar, eu começaria a pedir ajuda (ou roubaria) para conseguir comida. Eu mudaria também 100 %. Perceberam que não faz sentido falar em pessoas falsas, burras, ladronas ou vingativas ? Tais negatividades não pertencem a elas e não estão incrustadas nas almas delas.

São atitudes que se manisfestaram de acordo com as posições em que elas estão na sociedade, na empresa, na família, na igreja, e com o mundo em geral. O problema é que esquecemos o contexto das pessoas ao nosso redor. Melhor do que dizer que somos corpo, alma e espírito (ou corpo e espírito, como alguns preferem), eu prefiro dizer que somos físico, emocional e espiritual. Ou seja, somos seres humanos. 


Erramos, mas podemos acertar. Temos defeitos, mas podemos mudar.

domingo, 1 de março de 2015

Qual é a sua beleza ?


O debate sobre o que é ser bonito ou bonita começou há muito tempo e não tem data pra acabar. Beleza não é só aparência física. É mais que estética exterior.

Você sabia que beleza está nos olhos de quem vê ? Pois é. Depende de cada cultura.
Nossos comportamentos, nossas atitudes, bom humor e inteligência também nos fazem pessoas bonitas. Isso derruba do que vemos em revistas e nas novelas. Antigamente ser belo ou linda era quem tinha virtudes. Atualmente, se você não se molda ao padrão de beleza das celedidades é considerado feio ou feia.

Nós homens consideramos sim a aparência na hora de escolher nossa parceira amorosa. Mas a boa aparência não é o primeiro quesito. O mais importante é estabilidade emocional, inteligência e comportamento. Já as mulheres, preferem os homens com educação, fidelidade e estabilidade financeira.

É preciso lembrar que todos, homens e mulheres, temos defeitos. Se você conhece seus defeitos e suas qualidades e é capaz de de conviver com isso, será visto como uma pessoa mais bem resolvida e mais bonita. O inverso também é verdadeiro: quem não se aceita transmite insegurança e instabilidade emocional.

A autoestima e a autoconfiança são as principais características que faz alguém ter ou não beleza. Quem resiste a um sorriso sincero, ou uma conversa agradável, é paciente ?

Se você quer ser bonita ou bonito, você pode até achar que vale a pena ter o padrão estético das revistas e filmes. E não há nada de errado em melhorar seu visual, desde que não se transforme em algo principal.

A preocupação com a aparência física é saudável. O que não podemos é exagerar, supervalorizar o corpo e esquecer todo o resto.

É fundamental perceber que há valores mais nobres no ser humano do que simplesmente a beleza exterior.